Desastre envolvido em farsa, este é o título do artigo de Jonathan Wheatley, correspondente jornal britânico Financial Times no Brasil. Em seu artigo, Jonathan faz uma dura crítica ao governo brasileiro. O ponto focal do artigo é o acidente com o airbus da TAM.
No início de seu artigo ele diz, "
... é difícil decidir qual das ações do governo após o pior desastre da história da aviação brasileira é mais representativa da incompetência de sua resposta a uma crise que já durava pelo menos dez meses".
Realmente, essa é uma dúvida muito difícil de ser esclarecida. Primeiro por não saber se existe um governo ou apenas um bando de aproveitadores da ignorância geral da população. Além disso, não se pode acreditar que um presidente é acessorado por uma dupla que comemora (e só falta fazer a dança do vamos jantar fora) ao ver que a aeronave estava com defeitos técnicos. E por falar em presidente, qual é a moral de um presidente que é aclamado por um uníssono de vaias na abertura do "tão falado, sonhado e esperado" PAN? Pois é, eu também acho que é de nenhuma pra baixo.
O palpite de Jonathan é a pergunta que faz em seu artigo, "
terá sido a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não aparecer em público até três dias depois do acidente ou a de não fazer nenhuma declaração nas primeiras quatro horas [sua mensagem de condolências chegou depois, por exemplo, do que aquela do presidente Néstor Kirchner da Argentina]?"
Eu, não me surpreendo com essa atitude. Afinal de contas, ele nunca sabe de nada, está sempre no mundo da lua, não consegue saber nem do que acontece a sua volta, como vai ficar sabendo de um acidente tão longe?
"
A extrema necessidade de um governo mais eficiente no Brasil nunca esteve tão clara." Até os estrangeiros já chegaram a essa conclusão. Será que algum dia assistiremos na TV ou leremos em algum jornal que o povo brasileiro "acordou" e fez valer seu direito e o dinheiro pago por seus impostos (que é muito, mas muito mesmo)?
Notícia
Reportagem da FolhaMarcadores: critica, política