Terça-feira, Fevereiro 27, 2007

O Vergonhoso PIB Brasileiro

Li no blog do Josias, Em 2006, PIB do Brasil só bate o do Haiti, de novo.

O IBGE divulgará na próxima quarta-feira uma má notícia. Refere-se ao resultado do PIB no ano de 2006. Ficará abaixo de 3%. Segundo as perspectivas dos agentes do mercado financeiro, divulgadas nesta segunda-feira (26) pelo Banco Central, a economia brasileira cresceu no ano passado só 2,7%. Uma previsão muito próxima da que foi feita pela Cepal: 2,8%.

Seja 2,7% ou 2,8%, o desempenho do PIB brasileiro voltará a ocupar posição constrangedora no ranking das economias latino-americanas. Superará apenas o desempenho do Haiti (2,5%). Ficará muito atrás da República Dominicana (10,7%), da Venezuela (10,3%), da Argentina (8,5%), do Uruguai (7,3%) e até do Paraguai (4%).

O desempenho do Brasil será acanhado também na comparação com os países do chamado BRIC –sigla que reúne as letras iniciais das quatro principais economias emergentes do mundo. A China cresceu 10,7% em 2006. O governo da Índia estima que seu desempenho de sua economia será positivo em 9,2%. A Rússia cresceu 6,8%.

As autoridades da equipe econômica brasileira já ensaiam o discurso que irão esgrimir a partir da divulgação dos dados acerbos do IBGE. Dirão, em uníssono, que a situação de 2007 será diferente. Brandindo o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), acenarão com crescimentos mais expressivos nos anos vindouros: entre 4% e 4,5% em 2007 e 5% em 2008.

São previsões dissociadas do ânimo do mercado. Conforme as opiniões recolhidas pelo Banco Central, os agentes financeiros brasileiros apostam em 3,5% para 2007 –percentual idêntico ao previsto pela Cepal. Cravam os mesmos 3,5% para 2008. confirmando-se essas expectativas, o Brasil empataria no penúltimo lugar com o Paraguai, superando, novamente, apenas o Haiti, cuja previsão de crescimento para 2007 é de 3%.

Aos pouquinhos, o Brasil vai perdendo o bonde da prosperidade mundial. Tomando-se apenas a América Latina, o crescimento médio em 2006 foi, segundo a Cepal de 5,3%. Para 2007, prevê-se que o continente crescerá 4,7%.

Em meio a essa atmosfera adversa, o governo anuncia para março a revisão da metodologia adotado pelo IBGE para calcular o PIB. Pretende-se, entre outras coisas, aumentar o peso do setor de serviços, que estaria subestimado no cálculo atual. Se não for muito bem explicadinha, a revisão soará como uma "mandracaria".


Que isso sirva de lição para as pessoas que acham que a situação aqui está muito boa. Se continuarmos assim, em breve vamos estar como o Haiti, uma grande favela cheia de miseráveis dominados por uma meia dúzia se sanguessugas.

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Domingo, Fevereiro 25, 2007

Oscar das Charges

Como hoje é o dia da entrega do Oscar de 2007, resolvi escolher uma charge para dar a ela o Oscar de melhor charge. Diante de sua simplicidade, vemos a genialidade do mestre Amarildo que nos explica algo que realmente não dá para entender sozinho. Vejam a charge, leiam o que está escrito nela e entendam como é possível um político se aposentar tão mais rápido do que um trabalhador.

Oscar das Charges

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Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007

Hexacosioihexecontahexafobia

Se você acha que inconstitucionalicimamente ou pneumoultramicroscopicossilico (que define uma pessoa acometida por uma doença pulmonar causada pela aspiração de cinzas vulcânicas) são palavras grandes e estranhas, eu vou apresentar mais uma para formar a tríade de palavras monstruosas, a palavra é Hexacosioihexecontahexafobia que é o nome dado a fobia do número 666. Essa fobia surge nas pessoas pelo fato do número 666 ser considerado o número da besta.

As pessoas com Hexacosioihexecontahexafobia vão ficar completamente doidas ao ler a notícia, Seguidores de "Jesus Cristo porto-riquenho" tatuam o número 666. José Luis de Jesús Miranda que se auto-denomina Jesus Cristo feito homem, convocou seus fiéis a tatuarem o número 666. E por mais incrível que possa parecer, ontem, dia 22 de Fevereiro, uma cambada de malucos que seguem esse outro maluco, lotaram os estúdios de tatuagens na Costa Rica para tatuar o número 666.

Depois dessa, não dá pra duvidar de mais nada. Fico me perguntando até que ponto a insanidade e estupidez humana pode chegar, mas acho que não sou capaz de imaginar o infinito tão bem.

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Quarta-feira, Fevereiro 21, 2007

Ensinamentos de Confúcio

"O perigo surge quando o homem sente-se seguro de sua posição".

"A ruína ameaça todo aquele que tenta preservar um estado de coisas".

"A confusão aparece quando colocamos tudo em ordem".

"Portanto, o homem superior não esquece o perigo quando está em segurança".

"O sábio não esquece o fantasma da ruína quando está estabelecido".

"O inteligente não esquece a confusão quando seus negócios estão em ordem".

"Só assim, ele pode manter a sua segurança pessoal, e proteger seu reino".


Fonte: Mensagem do Dia

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Sábado, Fevereiro 17, 2007

A história do carnaval

A vida humana está associada a fenômenos astronômicos e a ciclos naturais, tais como o ano e o dia que permitiram a elaboração dos calendários civis e religiosos, onde as grandes festas universais, como a Páscoa, o Natal etc., constituem lembranças astronômicas de grande importância histórica e econômica para a época em que foram instituídas. Muitas dessas tradições de origem pagã foram absorvidas pelas religiões atuais do mundo ocidental. A grande maioria dos foliões do nosso carnaval, ao se divertir, não sabe que estará inconscientemente fazendo apelo a uma reminiscência astronômica de origem solar.

De fato, na Antigüidade a importância dos astros era enorme na vida econômica e social. Como não possuíssem um calendário preciso que lhes permitissem prever com segurança a ocorrência do início das estações e, portanto, a época da semeadura e colheita -- eram os povos primitivos, em especial os camponeses, obrigados a observar o céu. Em função de determinadas estrelas muito brilhantes, sabiam com antecedência quando iria ocorrer a chegada da primavera, do verão, do outono e do inverno.

Por outro lado, a observação astronômica, além de ser motivada pela sua principal atividade econômica -- a agricultura --, era estimulada também pela ausência de luz nas grandes metrópoles da época, o que facilitava muito a observação dos astros. Com efeito, a feérica iluminação das grandes cidades modernas tem afastado o antigo hábito de observação do céu. Assim, ofuscados pelas luzes, não vemos os astros, que regem a nossa vida social em virtude de toda uma série de tradições de origem astronômica que foram estabelecidas pelas civilizações que nos antecederam.

Desde as mais recuadas eras, os diferentes povos estabeleceram algumas festas de grande alegria. Assim, encontram-se entre os egípcios as festas de Ísis – deusa antropomórfica da magia e da ressurreição --, e do Touro Ápis – deus da fecundidade e do renascimento, representado por um touro branco com um disco solar entre os chifres --; as dionisíacas – danças e festas em homenagem ao deus Dionísio --; festa em honra de Baco, deus do vinho, entre os romanos; entre os gregos; as lupercais – festas ao Luperco ou Pã, deus protetor dos pastores e dos rebanhos comemorado em 15 de fevereiro, na Roma Antiga --; e as saturnais – festas a Saturno, deus da agricultura, celebrado entre os dias 17 e 19 de dezembro, quando se comemorava a semeadura da safra, entre os romanos. Todas envolviam festins, danças e disfarces. Embora seja muito difícil caracterizar a origem verdadeira do Carnaval, parece que os nossos atuais festejos estão intimamente associados às duas últimas festas romanas.



Logo após o início do Ano Novo, os romanos, nas calendas de janeiro, comemoravam as saturnais, festas instituídas por Janus em memória do deus Saturno que, segundo a lenda, teria transmitido a arte da agricultura aos italianos. Durante as saturnais, as distinções sociais não eram levadas em consideração. Os escravos ocupavam os lugares dos seus patrões, que os serviam à mesa. Nesse período não funcionavam os tribunais e as escolas. Os julgamentos eram suspensos e os condenados não podiam ser executados. Interrompiam-se toda e qualquer hostilidade. Os escravos percorriam as ruas cantando e se divertindo na maior desordem. As casas eram lavadas e purificadas. As pessoas de um certo nível social preferiam se retirar para o campo, durante as saturnais, o que permitia ao povo celebrar com maior alegria esse período de liberdade.

Numa seqüência lógica aos excessos libertários, os romanos procediam à sua purificação pelas comemorações das lupercais, festas celebradas em 15 de fevereiro, em homenagem ao deus Pã, matador da loba que aleitara os irmãos Rômulo e Remo, fundadores de Roma segundo a lenda.

Nesses festejos celebrava-se o princípio da fecundidade. Durante as comemorações das lupercais, untados em sangue de cabra e lavados com leite, os lupercos nus, com uma pele de um bode sobre os ombros, saíam pelas ruas batendo nos pedestres com uma correia de couro. As mulheres grávidas saíam às ruas e se ofereciam aos golpes das correias na esperança de escaparem às dores do parto. Por outro lado, as mulheres com desejo de possuírem um filho também procuravam ser atingidas pelas correias dos lupercos na esperança de virem a engravidar.

Como todos esses festejos, que consistiam essencialmente em mascaradas, disfarces e danças, já estivessem de tal modo implantados nos costumes quando do aparecimento do cristianismo, a Igreja só teve uma saída: adotou-os e, ao mesmo tempo, procurou santificá-los.

De fato, o Carnaval parece ter tido origem nessas antiquíssimas comemorações pagãs, em geral de grande alegria e liberalidade, que eram celebradas durante a passagem do ano e com o objetivo de anunciar a próxima chegada da primavera. Com efeito, o atual carnaval era o tempo de regozijo, que ia desde a Epifania (6 de janeiro). até a quarta-feira de Cinzas. Com o tempo, essa festa acabou limitada aos últimos dias que antecediam o início da Quaresma, período de 40 dias que vai da quarta-feira de Cinzas até o domingo de Páscoa, e durante os quais os católicos e ortodoxos fazem sua penitência.

O período carnavalesco variou e ainda varia segundo as tradições de cada país. Assim, parece que ele se iniciava primitivamente na Idade Média em 25 de dezembro, incluindo a festa de Natal, o dia do Ano Novo e a Epifania. Mais tarde, passou a ser comemorado desde o dia de Reis até um dia antes das Cinzas. Em alguns lugares da Espanha, sua comemoração inclui também a quarta-feira de Cinzas. Em alguns países só se comemora na terça-feira, ao passo que no Brasil é festejado no sábado, domingo, segunda e terça-feira.

Esses festejos de janeiro e fevereiro, ligados às antigas festas pagãs de abertura do ano, estão associados, como já demonstraram os peritos em folclore cristão. Não eram simples rituais desprovidos de significações mais profundas, como se podia supor inicialmente. Na realidade essas festas populares cíclicas dos países cristãos, que serviam para abrir o ano e anunciar a vinda da primavera, estão todas elas intimamente associadas ao fenômeno astronômico do solstício de inverno no hemisfério Norte, de onde surgiram todas essas práticas.

As igrejas católica e ortodoxa herdaram tais festas ou rituais do mundo greco-romano, que, por seu lado, as teria recebido do Oriente. Assim, na realidade, todos os festejos cíclicos, tais como o próprio carnaval, estariam associados aos antigos rituais pagãos referentes às mudanças de estação, quando então se adoravam os deuses naturais da fecundidade, do crescimento, da colheita e da abundância, praticando-se penitências ou até mesmo o sacrifício de seres vivos. Essas festas continuaram tradicionalmente a ser respeitadas mesmo nas regiões que não apresentam as mesmas mudanças meteorológicas. Assim, as festas do carnaval comemoradas durante o inverno no hemisfério Norte são celebradas, no hemisfério Sul, em pleno verão.

Micareta, o carnaval alternativo

Nos primeiros decênios do século XX, o jornalista Francisco Guimarães – o conhecido Vagalume --, percebendo que o sábado de Aleluia se distanciava muito do período carnavalesco, introduziu no Rio de Janeiro a Mi-Carême (Meia Quaresma), importada da França. Essa festa parisiense foi comemorada no Rio, nos anos de 1920 até 1922, anualmente.

O vocábulo Mi-Carême foi abrasileirado em Micareta ou Micarema, cuja comemoração é muito comum nas cidades do nordeste, principalmente em Feira de Santana. De fato, nessa cidade baiana, comemora-se a Micareta, anualmente, na quinta-feira da terceira semana da Quaresma. Ao contrário, do que ocorreu no Rio, a festa carnavalesca realiza-se 15 dias após a Páscoa. Ela surgiu, em Feira de Santana, em 1937, quando choveu muito durante o período do Carnaval e foi decidido que a festa de Momo fosse transferida para o mês de maio daquele mesmo ano. Em virtude do grande sucesso é habito até hoje, em Feira de Santana, comemorar um segundo carnaval também após a Páscoa.

Conclusão

Finalmente, convém lembrar este texto pouco conhecido de Albert Einstein:

“Os homens não vivem só de pão. É possível que as pessoas não versadas nas ciências atinjam uma parcela da beleza e virtudes inerentes ao pensamento, com a condição de que este pensamento lhes seja tornado assimilável. Não devemos exigir que a ciência nos revele a verdade. Num sentido corrente, a verdade é uma concepção muito vasta e indefinida. Devemos compreender que só podemos visar à descoberta de realidades relativas. Além disso, no pensamento cientifico existe sempre um elemento poético. A compreensão de uma ciência, assim como apreciar uma boa música, requer em certa medida processos mentais idênticos. A vulgarização da ciência é de grande importância, se proceder duma boa fonte. Ao procurar-se simplificar as coisas não se deve deformá-las. A vulgarização tem de ser fiel ao pensamento inicial.”

A leitura desse pensamento seria suficiente para eliminar um pouco a incompreensão da importância da divulgação científica, mas Einstein continua:

“A ciência não pode, é evidente, significar o mesmo para toda a gente. Para nos, a ciência é em si mesma um fim, pois os homens de ciência são espíritos inquisidores. Mas não devemos esperar que todos comunguem das nossas concepções, e assim os profanos em matéria de ciência devem constituir objeto de uma especial consideração. A sociedade torna possível o trabalho dos sábios, alimenta-os. Tem o direito, portanto, de lhes pedir por seu lado uma alimentação digestiva.”

Assim como Einstein acreditou que a sociedade pede aos que guardam segredos a sete chaves, sejam científicos ou de natureza política, que liberem-na de uma forma algo bem digestível.

Fonte: Ronaldo Rogério de Freitas Mourão para o G1

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Sexta-feira, Fevereiro 16, 2007

10 razões para ver Turistas

Me deparei com uma matéria do G1 que listava dez razões para assistir o tão falado filme Turistas. Achei muito divertido e resolvi postar aqui. Antes que comecem a criticar sobre a história do filme e como ela agride o nosso país, saiba que isso é apenas um filme. Um filme que não é baseado em fatos reais e tem tantas mentiras como a imensa maioria que está por aí que tanta gente fala tão bem. Quem mais agride o nosso Brasil, somos nós mesmos, que vemos tanta coisa errada e que nada fazemos para mudar. Por isso, vamos ao que interessa, os 10 motivos para assistir o Turistas e apenas se divertir com um filme ruim pra caramba.

1. Muitos diálogos em português entre personagens brasileiros beiram o patético para nós, que entendemos tudo. Alguns são de rolar de rir, como por exemplo o figuraça motorista do ônibus (aliás, um ônibus daquele não encontramos aqui nem em museu!) ou figurantes perdidos no set.

2. A trilha sonora é 99% brasileira e inclui coisas tão discrepantes quanto o Rappa e Adriana Calcanhoto. A cena final tem uma música bem conhecida dela, e o resultado é risível: a letra não tem nada a ver com o que está na tela.

3. Os personagens americanos são mostrados de uma forma bem mais ofensiva do que os brasileiros. Se nós somos maus, eles são uns imbecis. E, pensando bem, eles também são maus, porque no placar final, morrem mais locais do que gringos.

4. Depois de ver esse filme, você sempre vai dar uma boa gargalhada sempre que vir um vendedor de queijo de coalho (aquele que vem no palitinho) passando na rua ou na praia.

5. A geografia do Brasil mostrada no longa é totalmente louca. Não tente entender o caminho que os mochileiros fazem, pois não faz sentido algum.

6. As cenas de tensão mínima são tão espaçadas que você vai acabar torcendo para ver mais sangue rolar e vai ficar feliz da vida quando aparecer um fígado humano ou uma pancada forte.

7. No Brasil, todo mundo é drogado: os meninos fumam crack, e as meninas bonitas cheiram cola dentro de um saco de papel.

8. Existe uma hegemonia carioca no filme. Bahia, Recife, Amazonas: não importa onde você vá, todo mundo fala com sotaque do Rio.

9. Você já viu alguém com os miolos para fora ter a cabeça grampeada e sair correndo vivinho por aí?

10. "Em qualquer situação, a melhor coisa que você pode fazer é a coisa certa, a segunda melhor coisa que você pode fazer é a coisa errada, mas a pior coisa que você pode fazer é não fazer nada." As palavras são do Dr. Zamorra, um vilão tão mal construído que acaba até sendo carismático. Aliás, que nome é esse?

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Quarta-feira, Fevereiro 14, 2007

A História de São Valentim

Hoje, dia 14 de Fevereiro é dia de São Valentim e em vários países se comemora o dia os namorados. Por isso, pesquisei um pouquinho para achar um texto que contasse a história de São Valentim e o porque essa data ser escolhida para ser o dia dos namorados.

Existem várias teorias relativas à origem de São Valentim e à forma como este mártir romano se tornou o patrono dos apaixonados. Uma das histórias retrata o São Valentim como um simples mártir que, em meados do séc. III d.C., havia recusado abdicar da fé cristã que professava. Outra defende que, na mesma altura, o Imperador Romano Claudius II teria proibido os casamentos, para assim angariar mais soldados para as suas frentes de batalha. Um sacerdote da época, de nome Valentim, teria violado este decreto imperial e realizava casamentos em sigilo absoluto. Este segredo teria sido descoberto e Valentim teria sido preso, torturado e condenado à morte. Ambas as teorias apresentam fatores em comum, o que nos leva a acreditar neles: São Valentim fora um sacerdote cristão e um mártir que teria sido morto a 14 de Fevereiro de 269 d.C.

Quanto à data, algumas pessoas acreditam que se comemora neste dia por ter sido a data da morte de São Valentim. No entanto, outros reivindicam que a Igreja Católica pode ter decidido celebrar a ocasião nesta data como uma forma de cristianizar as celebrações pagãs da Lupercalia. Isto porque, na Antiga Roma, Fevereiro era o mês oficial do início da Primavera e era considerado um tempo de purificação. O dia 14 de Fevereiro era o dia dedicado à Deusa Juno que, para além de rainha de todos os Deuses, era também, para os romanos, a Deusa das mulheres e do casamento. No dia seguinte, 15 de Fevereiro, iniciava-se assim a Lupercalia que celebrava o amor e a juventude. No decorrer desta festa, sorteavam-se os nomes dos apaixonados que teriam de ficar juntos enquanto durasse o festival. Muitas vezes, estes casais apaixonavam-se e casavam. No entanto, e como aconteceu com muitas outras festas pagãs, também a Lupercalia foi um "alvo a abater" pelo cristianismo primitivo. Numa tentativa de fazer uma transição entre paganismo e cristianismo, os primeiros cristãos substituíram os nomes dos enamorados dos jogos da Lupercalia por nomes de santos e mártires. Assim, conciliavam as festividades com a religião que professavam, aumentando a aceitabilidade por parte dos Romanos. São Valentim não foi excepção e, como tinha sido morto a 14 de Fevereiro, nada melhor para fazer uma adaptação da Lupercalia ao cristianismo, tornando-o como o patrono dos enamorados.

Tradições do Dia de São Valentim

Muitas são as tradições associadas ao dia de São Valentim, variando de país para país. Por exemplo, nas Ilhas Britânicas na altura dos Celtas, as crianças costumavam vestir-se de adultos e cantavam de porta em porta, celebrando o amor; no atual País de Gales, os apaixonados trocavam entre si prendas como colheres de madeira com corações gravados, chaves e fechaduras, o que significava "Só tu tens a chave do meu coração".
Já na Idade Média, na França e na atual Inglaterra, no dia 14 de Fevereiro, os jovens sorteavam os nomes dos seus pares e estes eram cosidos nas mangas durante uma semana. Se alguém trouxesse um coração costurado na camisola, isso significava que essa pessoa estava apaixonada.
Ao longo dos tempos, as tradições de São Valentim foram adquirindo um grau de complexidade cada vez maior. A cada ano que passava, foram-se criando novas tradições, lendas e brincadeiras, como é o caso das mensagens apaixonadas.

A tradicional troca de cartões, cartas e bilhetes apaixonados no dia 14 de Fevereiro teve origem na altura da própria lenda de São Valentim, quando este teria deixado um bilhete à filha do seu carcereiro. No entanto, não há qualquer fato que comprove esta lenda.
Porém, é certo que, no século XV, Charles, o jovem duque de Orleães, terá sido o primeiro a utilizar cartões de São Valentim. Isto porque, enquanto esteve aprisionado na Tower of London, após a batalha de Agincourt em 1945, terá enviado, por altura do São Valentim, vários poemas e bilhetes de amor à sua mulher que se encontrava em França.

Durante o século XVII sabe-se que era costume os enamorados escreverem poemas originais, ou não, em pequenos cartões que enviavam às pessoas por quem estavam apaixonados. Mas, foi a partir de 1840, na Inglaterra vitoriana, que as mensagens de São Valentim passaram a ser uniformizadas. Os cartões passaram a ser enfeitados com fitas de tecido e papel especial e continham escritos que ainda hoje nos são familiares, como é o caso de "would you be my Valentine".

Nos dias de hoje, é entre os mais novos que estas mensagens de São Valentim são mais populares, sendo uma forma de expressarem as suas paixões.

Fonte: Afinal quem é São Valentim?

Leia mais...

Saint Valentine
Lupercalia, the True Origin of St. Valentine's Day
Lupercalia na Wikipedia

Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007

Muitas charges


Crentes
Aquecimento Global
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Política
Política
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Carnaval

E para terminar esta tempestade de charges, uma seleção especial para fazer com que cada um pense um pouco na terrível situação que vivemos no nosso país. Já está mais do que na hora de exigir medidas efetivas para diminuir a violência.

Violência
Violência
Violência
Violência
Violência
Violência

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Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007

Ransomware - A extorsão virtual

Acredito que a maioria das pessoas nunca tenham escutado falar sobre ransomware. Mas em breve, existe uma grande possibilidade dele se tornar uma das grandes pragas digitais.

O ransomware é um tipo de malware que criptografa dados de um usuário e exige um pagamento para decriptografar os dados. Para entender melhor o funcionamento de um ransomware, imagine que você recebeu um arquivo por e-mail e executou-o sem saber exatamente o que era. A partir desse momento, o programa vai encriptar uma boa parte do seu hd e vai exibir uma nota comunicando o "sequestro" dos seus dados e exigindo um pagamento (ransom em inglês) para devolvê-los.

No início, esse tipo de praga usava algoritmos de criptografia muito "fracos" que podiam ser quebrados rapidamente, mas as técnicas utilizadas ficam mais e mais sofisticadas a cada dia o que pode impossibilitar a recuperação dos dados da vítima.

Com a evolução da Cryptovirology, que é o estudo do uso da criptografia em vírus, worms, trojans e afins, esse tipo de ataque pode se tornar muito comum. Segundo Eugene Kaspersky, da Kaspersky Labs, o valor a ser pago costuma ser baixo e como é cobrado de um cidadão comum pode fazer a polícia deixar um pouco de lado o caso.

Se você não conhece nada sobre as pragas virtuais, conhecidas como malware, aproveite para ler o post Pragas Virtuais no qual eu faço uma boa descrição básica dos tipos de malware mais comuns e explico de maneira resumida seu funcionamento.

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Terça-feira, Fevereiro 06, 2007

A coragem de um guerreiro

Dizem que cada povo tem o governante que merece. No Brasil vemos várias autoridades que se desesperam para fazer esquemas e arrumar uma grana. Nos EUA, vemos a sede de sangue e petróleo.

O tenente Ehren Watada, o primeiro oficial do exército dos Estados Unidos que se nega publicamente a servir no Iraque. Watada enfrentará o julgamento por ter se negado, em 2006, a acatar as ordens de se apresentar no Iraque, alegando que se opunha à decisão do presidente George W. Bush de iniciar a guerra naquele país. Ele será julgado, sob o Código do Uniforme da Justiça Militar, pelas acusações de expressar desprezo por Bush, de conduta improcedente para um oficial e um cavaleiro e por não viajar com sua unidade ao Iraque em junho de 2006 de maneira premeditada. As acusações, que podem resultar em quatro anos de prisão numa instalação militar, se referem a declarações realizadas por Watada em 6 de junho, quando defendeu sua postura com base no fato de que Bush teria iniciado uma guerra ilegal e imoral.

"Nunca poderia conceber que nosso líder trairia a confiança que depositamos nele. À medida que lia sobre o nível de engano utilizado pela administração para iniciar e processar esta guerra, ficava alarmado. Comecei a sentir vergonha de usar meu uniforme", afirmou. "Se o presidente pode trair minha confiança é hora de eu avaliar o que ele me diz para fazer", acrescentou.
Fonte

Watada pode ser considerado um veradeiro guerreiro. Com coragem ele foi capaz de ir contra o presidente e manter seus conceitos morais. Numa guerra por poder e petréleo, muitas vidas são perdidas e muito sofrimento é causado. Num país extreamente patriótico, é difícil ver alguém se manifestando contra as decisões do presidente. Mas depois de tantos gastos e tantas vidas perdidas, alguns americanos começam a fica mais atentos para as decisões do senhor da guerra.

Para ilustrar a política da grande potência, encontrei uma ótima charge.

Sábado, Fevereiro 03, 2007

Charges do Aquecimento Global

Aquecimento Global

Aquecimento Global

Aquecimento Global

Aquecimento Global

Aquecimento Global

Aquecimento Global

Aquecimento Global

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Sexta-feira, Fevereiro 02, 2007

Um em cada sete deputados é processado ou investigado por crime

Reportagem do G1 sobre os nossos deputados. 15% dos deputados eleitos respondem por crime. Essa corja, continua lá, mamando nas tetas do governo, enquanto nós continuamos como dublês de prego.

Ao menos um em cada sete deputados federais eleitos que tomam posse em 1º de fevereiro responde a um ou mais processos ou investigações criminais em andamento nos sete tribunais da Justiça Federal do país.

Levantamento exclusivo realizado pelo G1 nesses sete tribunais mostra que, dos 513 parlamentares da nova legislatura da Câmara, 74 (quase 15%) têm pendências jurídicas criminais, que vão desde infrações contra a administração pública, como corrupção e desvio de verbas, até delitos como lesão corporal, tentativa de homicídio e cárcere privado. No total, os parlamentares respondem a 133 processos.

O levantamento foi realizado nos últimos dois meses por meio de pesquisa nos sites na internet do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça e dos Tribunais Regionais Federais, que são a segunda e terceira instâncias da Justiça Federal (clique aqui para conhecer a metodologia empregada pelo G1).

Foram considerados os inquéritos – com ou sem denúncia do Ministério Público – e as ações penais. Também estão contabilizados processos em tramitação na primeira instância, localizados nas instâncias superiores por meio de apelações, habeas corpus ou petições.

Como não foram consultados os tribunais estaduais, a probabilidade maior era de encontrar mais processos contra deputados reeleitos que contra eleitos pela primeira vez. Isso porque os reeleitos já dispunham de foro privilegiado (só podem ser julgados e processados no Supremo Tribunal Federal). Isso, de fato, se confirmou. Dentre os 74 processados que o levantamento apurou, 73% são reeleitos e 27%, deputados que cumprirão o primeiro mandato.


Veja a lista dos deputados que respondem por crimes.

Abelardo Lupion (PFL-PR)
Adão Pretto (PT – RS)
Ademir Camilo (PDT-MG)
Aelton de Freitas (PL-MG)
Alceni Guerra (PFL-PR)
Aldo Rebelo (PC do B-SP)
Alice Portugal (PC do B-BA)
Aníbal Gomes (PMDB-CE)
Antônio Palocci (PT-SP)
Armando Abílio (PTB -PB)
Asdrúbal Bentes (PMDB-PA)
Bala (PDT-AP)
Beto Mansur (PP-SP)
Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO)
Carlos Bezerra (PMDB-MT)
Carlos Souza (PP-AM)
Celso Russomano (PP-SP)
Chico Rodrigues (PFL-RR)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Clovis Fecury (PFL-MA)
Davi Alcolumbre (PFL-AP)
Dilceu Sperafico (PP-PR)
Edinho Montemor (PSDB-SP)
Edson Ezequiel (PMDB-RJ)
Eduardo Gomes (PSDB-TO)
Eliseu Padilha (PMDB-RS)
Emanuel Fernandes (PSDB-SP)
Ernandes Amorim (PTB-RO)
Eunício Oliveira (PMDB-CE)
Fábio Faria (PMN-RN)
Fernando de Fabinho (PFL-BA)
Flaviano Melo (PMDB-AC)
Giacobo (PL-PR)
Guilherme Menezes (PT-BA)
Jackson Barreto (PTB-SE)
Jader Barbalho (PMDB-PA)
João Magalhães (PMDB-MG)
João Paulo Cunha (PT-SP)
José Genoino (PT-SP)
José Mentor (PT-SP)
Júlio César (PFL-PI)
Juvenil Alves (PT-MG)
Leandro Sampaio (PPS-RJ)
Lindomar Garçon (PV-RO)
Marcelo Castro (PMDB-PI)
Márcio Reinaldo (PP-MG)
Natan Donadon (PMDB-RO)
Nelson Bornier (PMDB-RJ)
Nelson Pellegrino (PT-BA)
Neudo Campos (PP-RR)
Odílio Balbinotti (PMDB-PR)
Olavo Calheiros (PMDB-AL)
Osvaldo Reis (PMDB-TO)
Paulo Maluf (PP-SP)
Paulo Magalhães (PFL-BA)
Paulo Rocha (PT-PA)
Pedro Henry (PP-MT)
Petecão (PMN-AC)
Professora Dalva (PT-AP)
Ricardo Barros (PP-PR)
Ricardo Berzoini (PT-SP)
Roberto Balestra (PP-GO)
Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB)
Sandro Mabel (PL-GO)
Sarney Filho (PV-MA)
Silas Câmara (PTB-AM)
Tatico (PTB-DF)
Thelma de Oliveira (PSDB-MT)
Vadão Gomes (PP-SP)
Valdemar Costa Neto (PL-SP)
Vander Loubet (PT-MS)
Wellington Roberto (PTB-PB)
Wladimir Costa (PMDB-PA)
Zé Gerardo (PMDB-CE)

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